Infertilidade masculina: o que você precisa saber

Diagnóstico, alternativas e os avanços da medicina reprodutiva

A infertilidade masculina ainda é pouco discutida, mas é mais comum do que se imagina. Estima-se que cerca de 40% dos casos de infertilidade conjugal estejam relacionados a fatores masculinos. A boa notícia é que a medicina reprodutiva avançou significativamente, oferecendo soluções eficazes para diferentes causas e perfis.

Este artigo apresenta, de forma clara e direta, as principais alternativas disponíveis atualmente para homens que desejam entender melhor o assunto e buscar acompanhamento especializado.

Primeiros passos: o que deve ser investigado?

A investigação do fator masculino costuma começar com o espermograma, exame simples que avalia quantidade, morfologia e mobilidade dos espermatozoides. A depender do resultado, o especialista pode solicitar:

  • Dosagens hormonais;
  • Ultrassonografia testicular;
  • Avaliação genética;
  • Testes de fragmentação do DNA espermático.

Esses dados ajudam a compreender se existe alguma alteração na produção, na qualidade ou na passagem dos espermatozoides.

Quando o resultado indica alteração

As condutas variam conforme o tipo e a gravidade da alteração encontrada. Entre as abordagens mais frequentes estão:

  1. Uso de medicamentos e suplementos, especialmente em casos de alterações hormonais ou inflamatórias. Isso pode incluir a reposição de testosterona em situações específicas, uso de gonadotrofinas para estimular a espermatogênese ou antioxidantes como vitamina E, selênio e coenzima Q10, que podem contribuir para a melhora da qualidade espermática.
  2. Mudanças no estilo de vida, como manter um peso saudável (já que tanto a obesidade quanto o baixo peso podem afetar a produção hormonal e a qualidade dos espermatozoides), melhorar a qualidade do sono (importante para o equilíbrio hormonal), interromper o uso de cigarro e reduzir o consumo de álcool. Também é recomendada a diminuição da exposição a ambientes de calor intenso, como saunas ou longas jornadas com notebook no colo, que podem impactar negativamente os testículos.
  3. Cirurgias, como a correção de varicocele (dilatação das veias na região escrotal que pode prejudicar a espermatogênese) ou a reversão de vasectomia em casos planejados de retomada da fertilidade.

Quando essas medidas não são suficientes, a reprodução assistida pode ser indicada.

Reprodução assistida: técnicas para diferentes contextos

As técnicas de reprodução assistida têm permitido que muitos homens possam gerar filhos biológicos, mesmo diante de condições antes consideradas impeditivas.

  1. Inseminação intrauterina (IIU)

Indicada para casos leves. Os espermatozoides com melhor motilidade são selecionados em laboratório e inseridos no útero da parceira no momento fértil.

  1. Fertilização in vitro com ICSI

A ICSI é recomendada quando há alterações mais importantes na quantidade ou qualidade do sêmem. Um único espermatozóide é injetado diretamente no óvulo, e o embrião formado é transferido para o útero.

  1. Recuperação espermática (azoospermia)

Nos casos em que não há espermatozóides no ejaculado, é possível obtê-los diretamente dos testículos e epidídimos utilizando técnicas que costumam ser associadas à ICSI:

  • PESA: aspiração do epidídimo;
  • TESA: aspiração testicular simples;
  • Micro-TESE: microcirurgia com localização de focos de espermatogênese.

Quando não é possível usar espermatozoides do parceiro

Nos casos em que não há produção espermática viável ou quando há risco de transmissão de doenças genéticas graves, pode-se utilizar sêmem de doador.

Os bancos de sêmem seguem protocolos rigorosos de seleção e testagem. Essa é uma opção segura e cuidadosamente conduzida pelas equipes especializadas.

O impacto emocional também importa

O diagnóstico de infertilidade masculina pode afetar a autoestima e as relações. O suporte emocional é essencial para ajudar o paciente e o casal a lidar com o tratamento de forma mais leve e consciente.

A Dra. Sofia Andrade, ginecologista e especialista em reprodução humana, reforça a importância de um acompanhamento multidisciplinar: “Não se trata apenas da biologia. A forma como o homem vive essa fase tem impacto direto na adesão ao tratamento e na relação com a possibilidade de ser pai”.

Considerações finais

Com informação de qualidade, exames adequados e uma equipe experiente, a maioria dos casos de infertilidade masculina tem solução. As possibilidades existem e podem ser adaptadas à realidade de cada paciente.

Fontes:

https://bvsms.saude.gov.br/

https://www.fertility.com/pt-pt/compreender-fertilidade/masculino/causas-de-infertilidade.html

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