Útero de substituição

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A solidariedade é o combustível que move a reprodução assistida. Apesar de todo o avanço da ciência, seria impossível gerar vida através de algumas técnicas se uma pessoa não se dispusesse a ajudar outra que tenha algum problema de fertilidade. O ápice dessa solidariedade inerente a esta ciência talvez seja o tratamento do útero de substituição. É quando uma mulher doa seu ventre para gestar o filho de uma outra pessoa.

Conhecido popularmente como “barriga de aluguel”, o útero de substituição é essencial para que casais homoafetivos ou mulheres que não possuam ou tenham problemas de funcionamento do útero possam ter filhos. Um ato solidário que pode ser encarado como uma grande prova de amor.

Parentes de até quarto grau de um dos pais podem ser doadoras no Brasil: mãe, avó, irmã, tia ou prima.
Parentes de até quarto grau de um dos pais podem ser as donas do útero de substituição no Brasil: mãe, avó, irmã, tia ou prima.

Quem pode ser a doadora do útero de substituição?

É a dona do útero de substituição que vai passar pela gravidez em prol da realização do sonho de outras pessoas. Por lei, no Brasil, é preciso que ela seja uma parente de até quarto grau de um dos componentes do casal ou da mãe, em casos de “produção independente”. Ou seja, ela tem que ser mãe, irmã, avó, tia ou prima.

“Já vi casos de irmã que tem o filho pela outra e até mesmo de uma mãe que doou o útero para que a própria filha lhe desse uma neta”, relata a especialista em reprodução humana, Dra. Sofia Andrade.

Exceções em relação à doadora do útero de substituição

A idade limite da doadora do útero tem que ser de até 50 anos, para diminuir o risco de complicações na gravidez. Mas há exceções. “Essa avó que gestou a neta, que eu citei antes, conseguiu junto ao Conselho Regional de Medicina o direito de doar o útero, por já ter passado da idade limite recomendável, à época”, completou Dra. Sofia.

Recentemente, o Conselho Regional de Medicina (CRM) passou também a considerar pessoas sem grau de parentesco, porém, próximas ao casal ou mãe como potenciais doadoras do útero de substituição. Cada caso, entretanto, é analisado individualmente e é preciso comprovar o vínculo para que o órgão autorize o procedimento.

Tais cuidados em relação à doadora acontecem para que não haja brigas futuras em relação à guarda da criança. A doadora do útero e seu companheiro, se ela for casada ou estiver em uma união estável, têm, inclusive, que assinar um termo abrindo mão de qualquer pretensão de pleitear a guarda.

No Brasil é proibido por lei pagar pelo útero de substituição. Outros países permitem, mas será que vale a pena?
No Brasil é proibido por lei pagar pelo útero de substituição. Outros países permitem, mas será que vale a pena?

Pode-se pagar pelo útero de substituição?

É importante frisar também que, em nenhuma hipótese, é permitido caráter comercial ou lucrativo na doação em nosso país. No exterior, pode-se pagar pelo útero de substituição, como nos EUA, Colômbia, Albânia, Ucrânia e Rússia. Em países como Tailândia, índia e México, o pagamento também é permitido, mas não pode ser feito por estrangeiros.

Um casal brasileiro que opte por pagar pelo útero de substituição na Ucrânia, vai gastar, em média, 10 vezes mais do que se submetesse ao tratamento no Brasil, em uma clínica especializada como a Cenafert, onde trabalha a Dra. Sofia Andrade.

Além do custo muito mais em conta, a geração de um filho em solo brasileiro traz a segurança de uma legislação amplamente conhecida e acompanhamento de médicos com as mesmas referências culturais dos pacientes.

Relação da doadora do útero de substituição com a criança

“É essencial ficar claro que a dona do útero não é a mãe. A mãe e o pai são os doadores do sêmem e óvulo, pois é deles que a criança herdará o material genético que vai definir suas características físicas, por exemplo. As crianças geradas através da técnica não têm a carga genética da dona do útero. A relação da doadora com a criança, posteriormente, tende a ser de uma madrinha especial, até pelo elo que ela já possui anteriormente com os pais”, esclarece a Dra Sofia Andrade. Saiba mais sobre clicando aqui.


Além de ter menos de 50 anos e vínculo familiar com os pais da criança que vai gestar, a dona do útero de substituição é submetida a uma rigorosa avaliação médica e psicológica, para comprovar que ela está apta a participar do processo.

Como é feito o tratamento do útero de substituição?

O tratamento com útero de substituição é feito por fertilização in vitro. Através do método, o óvulo da mulher é fecundado pelo sêmem masculino em laboratório. Os embriões formados a partir daí são, posteriormente, transferidos para o útero da doadora.

Isso nos casais heterossexuais. Caso alguém dos dois pais tenha problema de fertilidade opta-se pela doação dos gametas, via bancos de óvulos ou sêmem.

Nos casais homoafetivos, os pais precisam escolher qual dos dois será o doador do sêmem. O óvulo utilizado também virá de um banco especializado.

Amigas do casal também podem ser doadoras, mas é preciso avaliação e autorização do Conselho Regional de Medicina.
Amigas do casal também podem ser doadoras, mas é preciso avaliação e autorização do Conselho Regional de Medicina.

O passo a passo do tratamento do útero de substituição

A paciente que fornecerá os óvulos, ou seja, a futura mamãe, será submetida a uma estimulação ovariana. Através de injeções subcutâneas e aplicáveis pela própria paciente, hormônios similares ao que ela produz vão aumentar o número de folículos pré-ovulatórios. Folículos são as estruturas que contém os óvulos. Ou seja, quanto mais folículos, mais óvulos. Essa etapa dura aproximadamente 10 dias.

Depois disso, os folículos são sugados através de uma agulha coletora, guiada via imagens de ultrassom e introduzida pelo canal vaginal. A mulher recebe uma sedação e o procedimento acaba em até meia-hora.

Após análise em laboratório, em blocos devidamente aquecidos e numa cabine com ar filtrado, para que não sejam modificados pela mudança de temperatura ou sejam contaminados, os óvulos são avaliados.

No terceiro passo, os óvulos são lavados e colocados no meio de cultivo por até três horas. Eles ficam à espera do espermatozoide, que é coletado no mesmo dia, via masturbação, ou já estão armazenados, se vierem de banco de sêmem. No dia da coleta, o homem deve estar sem ejacular há pelo menos dois dias, para aumentar a concentração de gametas no seu líquido seminal.

Enquanto isso, a doadora do útero de substituição é medicada com hormônios para sincronizar o seu endométrio, a fim de prepara-lo para receber o embrião, que, por sua vez, são formados após a fecundação do óvulo pelo espematozóide.

Os embriões são transferidos para o útero da doadora por um exame ginecológico. É um processo indolor e, portanto, não necessita de anestesia.

Quem deve se submeter ao tratamento do útero de substituição?

O útero de substituição é indicado em casos em que a mãe tem ausência congênita ou adquirida de útero; malformações ou deformidades uterinas graves; doenças com alto risco de morte durante a gestação.

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