Reprodução humana

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No tratamento de Reprodução Humana, a maioria dos casais engravidam nos primeiros meses de tentativa.

O processo de reprodução humana é altamente ineficaz quando comparado com outras espécies animais, tendo uma taxa de gestação média por ciclo de apenas 20%. No entanto, a maioria dos casais engravidam nos primeiros meses de tentativa e após 36 meses em busca da gestação, 2/3 atingem seus objetivos. No entanto, a fecundidade da mulher diminui gradualmente a partir dos 35 anos, passando de uma fecundidade mensal de 8%, aos 35 anos, para apenas 3%, aos 39. Entenda como funciona a reprodução humana.

O processo de reprodução humana é altamente ineficaz quando comparado com outras espécies animais, tendo uma taxa de gestação média por ciclo de apenas 20%.

Função ovariana na reprodução humana

A mulher nasce com um a dois milhões de folículos e perde parte deles diariamente. Quando há o início da vida reprodutiva, existem cerca de 500 mil folículos e a cada ciclo menstrual são perdidos aproximadamente 1.000. Os ciclos menstruais acontecem em três fases sucessivas: folicular, ovulatória e lútea. Existem duas mudanças fundamentais durante o ciclo menstrual: a liberação de um óvulo maduro e a preparação da cavidade uterina.

Fase folicular

O crescimento folicular é o resultado da ação do cérebro e do ovário estimulando folículos selecionados a cada ciclo. Com o aumento dos níveis hormonais do ciclo anterior, no início da fase folicular, já acontece o desenvolvimento dos folículos selecionados.

No início do ciclo menstrual, o FSH e o LH induzem o crescimento dos folículos e a produção de outros hormônios no ovário, como o estradiol. Por sua vez, o estradiol induz o surgimento do folículo dominante, que cresce e se desenvolve. Enquanto isso, os outros folículos, que também estavam disponíveis naquele ciclo, começam a atrofiar, fazendo assim uma seleção natural do melhor folículo daquele mês para a ovulação.

Durante essa fase, o endométrio, tecido da cavidade uterina, prolifera e fica vascularizado, preparando-se para a implantação.

Fase ovulatória

O folículo começa a amadurecer e a produção alta de estrogênio acaba por induzir picos hormonais a nível cerebral que estimulam a ruptura do folículo. Quando ele se rompe, libera para a cavidade pélvica o óvulo pronto para o encontro com o espermatozoide.

Fase lútea

O endométrio nesta fase torna-se ainda mais espesso e vascularizado, preparando-se para uma possível implantação de embrião sob efeito da progesterona, produzida principalmente pelo folículo já roto, também chamado de corpo lúteo. Sendo assim, o endométrio fica receptivo para a implantação do blastocisto por um tempo limitado, que chamamos de “janela de oportunidade”.

Período fértil na reprodução humana

O óvulo, após ser expelido do ovário, mantém-se viável por cerca de 24 a 48 horas. Já os espermatozoides podem sobreviver no trato reprodutivo feminino por até 4 a 5 dias. Sabe-se que a ovulação ocorre cerca de 14 dias antes da menstruação seguinte. Portanto, para entendermos qual o período fértil, subtraímos 14 dias da periodicidade do ciclo menstrual. Por exemplo, um ciclo com periodicidade de 28 dias, terá como dia provável para ovulação, o 14o dia; um ciclo com 32 dias, terá como dia provável o 18o dia. No entanto, dia da ovulação pode variar um pouco. Sendo assim, o período fértil é considerado dentro de cerca de 7 dias, pois varia três dias antes do dia da ovulação e três dias depois.

No tratamento de reprodução humana, é necessário subtraímos 14 dias da periodicidade do ciclo menstrual, confira na imagem.
Ciclo menstrual

Fertilização na reprodução humana

Quando ocorre a ovulação, o óvulo é expelido na cavidade abdominal e através do trabalho de ventosas nas tubas, é levado para o interior da tuba. Após a ejaculação no interior da vagina, os espermatozoides são levados ao interior da cavidade uterina e para o interior da tuba.

Ao encontrar o óvulo, o espermatozoide penetra nele e então ocorre a fertilização com o surgimento do embrião. As tubas produzem uma secreção que facilita o transporte do embrião para o útero. Ao chegar no útero, o embrião se implanta no endométrio que, por sua vez, nutre o embrião até que a placenta seja auto suficiente a ponto do embrião não precisar mais da nutrição direta endometrial.

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