O primeiro bebê de proveta do mundo

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Louise Brown segura o jornal onde foi noticiado o nascimento do primeiro bebê de proveta do mundo.

O primeiro bebê de proveta do mundo nasceu na Inglaterra em 1978 e chama-se Louise Brown. Louise Brown nasceu completamente saudável e trouxe esperança para muitos casais com infertilidade. Posteriormente, 6 anos depois, nasceu o primeiro bebê de proveta no Brasil, em 1984. De lá para cá, milhares de outros bebês também nasceram através dessa técnica.

Mas o que seria o bebê de proveta? Como ele é gerado?

O bebê de proveta é o embrião oriundo de um tratamento de Fertilização in vitro. Essa técnica de Reprodução Assistida é realizada em quatro etapas sendo a primeira delas o estímulo ovariano, para coleta de óvulos.

ESTÍMULO OVARIANO

Comumente iniciaremos o ciclo de estímulo ovariano quando a paciente menstrua. Nesse período faremos um primeiro encontro em consultório para realização da primeira ultrassonografia transvaginal. Tal ultrassonografia irá afastar a presença de alguma contraindicação para o início do estímulo como cistos ovarianos ou presença de lesões em cavidade uterina. Posteriormente, não existindo contraindicação, será prescrito medicação hormonal. A paciente fará uso das medicações em casa, na maioria das vezes, à noite.

O uso de tais medicações hormonais acontecerá por cerca de 11 a 12 dias, com objetivo de estimular os ovários a amadurecerem uma quantidade satisfatória de óvulos naquele ciclo de tratamento. Nesse período é feito um acompanhamento ultrassonográfico dos ovários, que começam a aumentar em volume até que estejam prontos para a captação dos óvulos.

CAPTAÇÃO DE ÓVULOS

A segunda etapa do processo é a coleta de óvulos e sêmen. Para coletar os óvulos, a paciente vem em jejum para a clínica e segue para o centro cirúrgico em esquema de Hospital Dia (vai de alta no mesmo dia). Em seguida, é submetida a uma sedação para que o procedimento seja indolor e, através do uso de uma fina agulha por via vaginal e guiada por ultrassonografia transvaginal, os ovários são acessados e os folículos são puncionados, sendo assim coletados os óvulos daquele ciclo.

COLETA SEMINAL

Logo em seguida, o parceiro da paciente realiza uma coleta seminal por masturbação e, após capacitação desse sêmen para seleção da melhor porção e assim dos melhores espermatozoides, é realizada a inserção de um espermatozoide em cada óvulo maduro coletado. Essa técnica é conhecida como ICSI – Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides e é assim que chegamos ao tão famoso bebê de proveta.

DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO – IN VITRO

A partir dessa união e de técnicas laboratoriais de alta complexidade, a fertilização acontece e os embriões começam a se desenvolver, sendo esta a terceira etapa do tratamento para gerar um bebê de proveta. Esse desenvolvimento embrionário dura, em média, cinco dias, tempo que leva para o embrião chegar à fase de blastocisto, ou seja, estar pronto para ser transferido para o útero.

TRANSFERÊNCIA EMBRIONÁRIA

A quarta e última etapa é a transferência embrionária que é realizada com a inserção de um cateter no útero, através do orifício natural do colo uterino. É um procedimento praticamente indolor. Esse cateter guiado por ultrassom realiza a inserção do embrião na cavidade próximo ao fundo uterino. Logo após o procedimento a paciente já pode retornar para casa.

Após cerca de 12-14 dias, a paciente realiza o teste de gravidez para avaliar se houve sucesso no procedimento.

Há riscos no tratamento?

O tratamento de fertilização in vitro atualmente é realizado em todo o mundo, sendo uma técnica segura, de baixo risco e com uma taxa de sucesso satisfatória. Por necessitar do uso de medicações hormonais, a paciente, durante o tratamento, pode ter retenção de líquido, gases ou cefaléia. Esses sintomas podem ser minimizados com o equilíbrio da dieta e com hidratação adequada.

De uma forma geral, a maioria das pacientes realizam o tratamento para gerar um bebê de proveta não apresentam sintomas significativos. Ao mesmo tempo, para realizar a coleta de óvulos, é necessária uma sedação e vai ser importante avaliar os riscos anestésicos da paciente.

O bebê gerado por Fertilização in vitro é diferente dos outros?

O bebê oriundo de fertilização in vitro, ao nascer, é um bebê como qualquer outro e está conectado à gestante por meio do cordão umbilical e placenta. No primeiro trimestre, a gestante necessitará do uso de medicações hormonais complementares que depois dos três meses serão retiradas.

O bebê de proveta desenvolve-se normalmente dentro do útero materno e, como os demais, necessita de adequado acompanhamento pré-natal. O parto é de acordo com a indicação obstétrica, não tendo particularidades por ser um bebê de proveta.

Esse tratamento é realizado pelo SUS?

O tratamento em Fertilização in vitro ainda não é largamente realizada pelo serviço público no Brasil, estando reservado a poucos serviços públicos em algumas cidades do país. Por outro lado, a nível particular, já existe os custos do tratamento em Fertilização in vitro dependerá de vários fatores. Entre eles podemos citar: a idade da paciente, a dose de medicação hormonal a ser utilizada pela paciente, entre outros. Felizmente, algumas clínicas oferecem programas de acesso para redução dos custos conforme a situação financeira de cada casal. A Clínica Insemina é uma clínica que possui esse tipo de programa.

Para mais informações sobre a técnica de Fertilização in vitro acesso o link do meu site que comento mais sobre esse tema: https://drasofiaandrade.com.br/tratamentos/fertilizacao-in-vitro/

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